Colégio Queiroz Brunelli
Escola Primeiros Passos
  1.      

Notícias

Vacinas que não fazem parte do calendário da rede pública são mesmo necessárias?

14/02/2019



Clique na foto para ampliar


Desde que nasce até os 10 anos de idade, a criança deve receber pelo menos 12 vacinas, isto é, 25 doses, conforme o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde. Todas elas estão disponíveis de graça nos postos de saúde. E o ideal é que cada dose seja administrada na idade recomendada. Mas e as vacinas particulares? Quando vale a pena investir? Quais são as diferenças? Entenda

 

PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE VACINAS

 

 

Basta bater um papo com outras mães ou ir a uma consulta ao pediatra para descobrir que existem outras vacinas, além das que são oferecidas pela rede pública. Por isso, convidamos o pediatra Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para responder a alguns dos principais questionamentos dos pais. Confira!

 

"A maior dúvida das mães é sobre a diferença entre as vacinas da rede pública e particular em relação a cobertura/proteção, e se vale a pena mesmo pagar pra imunizar a criança". 
Adrianna Silva

 

Algumas vacinas tem diferença, sim. A pneumocócica utilizada na rede pública, por exemplo, protege contra dez tipos da bactéria. Nas clínicas, é possível encontrar versões com uma protenção até 30% maior. Ou seja, os pais tem a opção de optar pela dose disponível no posto - que já é boa, pois cobre 70% dos tipos de pneumonia - ou a da rede pública, que é mais completa. O mesmo acontece com a vacina contra a gripe. A dose disponível nos postos é a trivalente. Na rede privada já existe a quadrivalente.

 

Portanto, quem tem condições financeiras para pagar, conseguirá uma proteção melhor. Mas as vacinas públicas já são suficientes para surprir as necessidades da população como um todo. A decisão de investir ou não cabe a cada família.

 

"A Meningo B e ACWY, dei no particular, por orientação do pediatra, pois não tinha na rede pública". Elas realmente são necessárias?
Vivian Melo Gonçalves, mãe da Sarah e do Davi

 

É impossível fazer com que a rede pública acompanhe a privada em questões de vacinas. Isto é, não é viável em termos econômicos. Não só no Brasil, mas no mundo todo. As vacinas mais modernas e com maior potencial de proteção vão sempre chegar primeiro na rede privada. Como muitas delas possuem um custo mais alto, não têm condições de serem inseridas no programa nacional de imunização. Isto é, são inviáveis de serem disponibizadas em larga escala.

saiba mais

 

O que a população também precisa entender é que o olhar do Ministério da Saúde é pelo coletivo e não indivudual. Então, muitas vezes, é um investimento que não faz sentido pois, naquele momento, determinada doença não é uma prioridade ou ameaça. Na rede pública, são priorizadas as doses mais importantes. Por outro lado, não quer dizer que as vacinas da rede privada são desnecessárias. Pelo contrário, é possível encontrar doses que protegem contra doenças que estão circulando, embora com um número de casos menor. 

 

Que um exemplo? A meningite C era o tipo mais frequente entre as crianças, até a introdução da vacina em larga escala em 2010. Hoje, praticamente já temos todas as nossas crianças de até 8 anos vacinadas, fazendo com que a doença se torne rara nessa faixa etária. Por outro lado, o desaparecimento do tipo C fez com que a meningite Bpassasse a representar quase 50% dos casos. Ou seja, pode-se dizer que hoje, o tipo B é o mais frequente em crianças menores de 5 anos. E essa vacina não é oferecida na rede pública.

 

Por fim, os pediatras costumam seguir as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, que avalia as evidências científicas das vacinas em termos de proteçãoe e eficácia. O calendário atualizado da Sociedade Brasileira de Pediatria foi divulgado em agosto de 2018 (para ter acesso, clique aqui).

 

"Como evitar ou tratar as reações?"
Amanda de Sá, mãe de Miguel, 1

 

Estudos mostram que o uso preventivo de antitérmicos, ou seja, antes que a criança tenha febre - que era uma prática bastante comum - prejudica a resposta de várias vacinas. A única, segundo pesquisas, que não mostrou interferência nesse uso preventivo é a imunização contra a meningite B. Então, para todas as outras, não é recomendado, pois atrapalha. Já em relação ao uso terapêutico, ou seja, depois que a criança apresentar febre, não tem problema nenhum. Mas em caso de dúvida, é bom sempre consultar um pediatra.

 

CALENDÁRIOS DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA

 

Abaixo, estão os três tipos de calendários de vacinação, confira:

 

Calendário de Vacinação da Rede Pública

Calendário de Vacinação da Rede Privada

Calendário de Vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria

 

https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2019/02/vacinas-que-nao-fazem-parte-do-calendario-da-rede-publica-sao-mesmo-necessarias.html

NOTÍCIAS
20
  1. Adolescentes: como está a alimentação dos jovens no Brasil?
  2. Na adolescência, há indícios de que mudanças no cérebro são responsáveis por deixar os jovens destemidos. Pois a coragem...
  3. Leia mais
19
  1. Por que as crianças estão mais alérgicas?
  2. Na primeira semana de vida, Maria Luísa dormia e só resmungava quando tinha fome ou a fralda suja. Mamava bem e o exame ...
  3. Leia mais
18
  1. 6 alimentos para NÃO dar ao seu filho
  2. Há uma grande oferta de produtos industrializados com pouco (ou nada) de ingredientes naturais e vários aditivos químico...
  3. Leia mais
15
  1. Biscoito de polvilho é saudável para crianças?
  2. O biscoito de polvilho é uma opção saudável para crianças?   Esse tipo de biscoito é um alimento muito oferecido a...
  3. Leia mais
14
  1. Muitos pais usam estratégias controversas para evitar resfriado nos filhos
  2. É difícil não internalizar conselhos passados de geração em geração, ainda que eles não tenham nenhum tipo de embasament...
  3. Leia mais

Outros notícias

  1. Nossos Comunicados
  1. Adolescentes: como está a alimentação dos jovens no Brasil?
  2. Março 20, 2019
  1. Por que as crianças estão mais alérgicas?
  2. Março 19, 2019
  1. Contato
  1. Ribeirão Preto
  2. Administração:
    Rua Miguel Ignácio, 378
    Jardim Castelo Branco Novo
    CEP: 14090-530
    Telefone: (16) 3627-2548
  1. Rede Sociais
  1.